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Cesta básica: atrasos na entrega e produtos com problemas reacendem discussão sobre troca por cartão alimentação

  • 18 de mar.
  • 3 min de leitura

O cartão alimentação foi escolhido por pequena margem de diferença, em levantamento do SINDSERV em 2024, como uma solução para a questão da cesta básica.


Cesta básica entregue no mês de fevereiro de 2026
Cesta básica entregue no mês de fevereiro de 2026

Mais uma vez, os servidores de Embu das Artes enfrentam o mesmo problema: a cesta básica de março chegou atrasada e, a de fevereiro com produtos impróprios para consumo.


O descumprimento é desrespeitoso

O SINDSERV já obteve na Justiça uma liminar que estabelece o dia 15 de cada mês como prazo máximo para o início das entregas. Ainda assim, este mês a entrega só começou no dia 18. O sindicato tem tomado todas as medidas jurídicas cabíveis para fazer cumprir a decisão, mas a resposta judicial sozinha não é suficiente. É a nossa pressão coletiva que transforma conquistas no papel em realidade no dia a dia.


Para piorar, servidores relataram que o arroz desta cesta veio com carunchos, um problema de qualidade inadmissível. Isso já havia ocorrido antes: em março de 2024, o SINDSERV visitou o galpão da empresa fornecedora em Santana do Parnaíba e foi informado de que os problemas com o arroz estavam resolvidos. Pelo visto os problemas retornaram.


Sindicato visita o galpão da empresa da cesta (em 2024) e foto do arroz da cesta (em 2026) com carunchos


Sindicato realizou pesquisa em 2024 com cerca de 500 servidores

Em 2024, cerca de 500 servidores (foram 501 respostas, mas 55 pessoas não preencheram corretamente nome e matrícula e tiveram seus votos não contabilizados) participaram de uma pesquisa do SINDSERV sobre as principais demandas da categoria.


Entre as perguntas, uma tratava diretamente da cesta básica:

"Qual modalidade você prefere para receber sua cesta básica?"


O resultado foi:

  • 53,5% (239 servidores) preferiram o cartão alimentação

  • 46,5% (207 servidores) preferiram a cesta básica


Os servidores podem consultar abaixo com o número de sua matrícula qual opção escolheu à época:



A diferença é pequena, mas o recado é claro: há um desejo crescente por uma alternativa mais prática, com menos riscos de atrasos e produtos de qualidade duvidosa. Ao mesmo tempo, quase metade dos servidores valoriza a cesta básica, que foi uma conquista histórica da categoria, fruto de muita luta.


Esse resultado não deve ser usado para dividir a categoria. Deve nos unir em torno de uma bandeira comum: seja cesta básica ou cartão alimentação, o que queremos é respeito, qualidade e um benefício que de fato atenda nossas necessidades.



O Cartão Alimentação é uma alternativa, mas que precisa ser conquistada

A ideia do cartão alimentação tem apoio da maioria. É uma alternativa prática, que dá autonomia ao servidor e elimina os riscos de atrasos e produtos com problemas. Mas atenção: isso não cairá do céu.


Para que o cartão alimentação seja uma conquista real e não uma armadilha, precisamos garantir:


Um valor justo, equivalente ao custo real de uma cesta básica de qualidade;

Reajuste anual, para enfrentar a inflação e não perder poder de compra ao longo dos anos;

Negociação coletiva, com a participação ativa do sindicato e dos servidores.


Sem mobilização, corremos o risco de trocar a cesta por um cartão com valor defasado, congelado e que, com o tempo, não comprará nem metade do que precisamos.


Os problemas com a cesta básica não são novidade e continuarão acontecendo enquanto não houver pressão suficiente para mudar.


O SINDSERV está na luta, mas o sindicato somos nós, servidores.


Fique atento às próximas convocações. Participe das assembleias. Mostre que a categoria está unida. Só com organização e mobilização transformamos demandas em conquistas.






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