Secretaria libera associação desconhecida para vender produtos a professores, mas barra a entrada do sindicato

No início deste ano, em reunião entre o SINDSERV e representantes do governo, foi abordada a presença do sindicato nas unidades escolares. Na ocasião, o Secretário de Educação, Clecius Romagnolli, foi categórico: estaria proibida a entrada de qualquer sindicato ou associação nas escolas, sob a justificativa de não atrapalhar o andamento das atividades pedagógicas.
Apesar de polêmica — por esbarrar em clara conduta antissindical —, a determinação foi respeitada pelo SINDSERV.
Ocorre que, desde então, temos recebido inúmeras denúncias de professores relatando exatamente o contrário. Durante o horário de HTPC, período reservado ao trabalho pedagógico coletivo, escolas têm aberto as portas para entidades sem qualquer representatividade ou credibilidade perante a categoria. Essas entidades circulam livremente oferecendo seguros, planos de saúde e — o mais grave — empréstimos financeiros por meio de cartões de crédito com juros abusivos, verdadeiras armadilhas para o bolso do servidor.

A contradição não poderia ser mais evidente. O mesmo governo que proíbe a atividade sindical de orientação e conscientização dos professores permite, sem qualquer constrangimento, que estranhos usem o tempo pedagógico para vender produtos financeiros duvidosos dentro das escolas.
A verdade é uma só: para vender seguro, cartão de crédito, empréstimo e plano de saúde, PODE. Para defender e informar o professor, é PROIBIDO.
Essa postura escancara o total desrespeito do governo para com os servidores e com este sindicato, e reforça a falta de credibilidade que marca a atual gestão.




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